Meu Futuro Minha Voz: voluntariado na juventude impulsiona carreira, perspectiva e satisfação com vida profissional
Adolescentes podem ser agentes de transformação em suas comunidades e ampliar leque de possibilidades de carreira.

Jovens que se mobilizam ainda na adolescência para ações voluntárias possuem melhores projeções de carreira e salários, além de maior satisfação com o futuro profissional. Esse foi o cenário apontado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD, sigla em inglês), fórum internacional que reúne 38 países com economias de mercado para promover políticas que melhorem o bem-estar econômico e social global.
A entidade reuniu diversos estudos que exploram o engajamento juvenil em atividades de voluntariado em países como a Austrália, Canadá, Alemanha e Reino Unido. As pesquisas acompanharam os respondentes durante um período de cerca de dez anos, explorando o impacto do voluntariado em suas vidas entre, aproximadamente, 15 e 25 anos de idade.
Os resultados mostraram que ser voluntário durante a adolescência está ligado a melhores salários e empregos com melhores status. Além disso, adultos que foram voluntários durante a adolescência são menos propensos a serem jovens que não estudam ou trabalham (NEET, sigla em inglês), conhecidos no Brasil como “nem-nem” (confira o estudo completo aqui).
Meu Futuro Minha Voz

Dessa forma, instituições do terceiro setor têm visado a participação de jovens em ações de voluntariado, contribuindo também para ampliação da conscientização juvenil. Coordenado nacionalmente pelo Instituto Limpa Brasil, o programa “Meu Futuro Minha Voz”, por exemplo, é uma plataforma global de alfabetização climática que engloba crianças de 5 a 10 anos e jovens de 11 a 24 anos em ações de conscientização ambiental.
De acordo com a diretora executiva do Instituto, Edilainne Muniz, o principal objetivo é mostrar que todos podem ser agentes da transformação. “Entre as possibilidades de atuação estão implementar projetos ambientais nas escolas, engajar a comunidade local e articular políticas públicas alinhadas à agenda climática em suas comunidades”, explica.
O voluntariado na adolescência faz parte da trajetória de Pedro Urioste, 21 anos, estudante de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Aos 15 anos, ele decidiu fazer a diferença em sua comunidade promovendo ações de coleta e conscientização ambiental. “Eu queria me envolver com algum projeto voluntário e comecei a fazer algumas ações para o Limpa Brasil. Senti um pouco de falta de alguma coisa voltada mais para o público jovem, adolescente, então, junto com a Edilainne Muniz e a diretoria, a gente criou o Jovens Que Limpam, com a proposta de levar a liderança ambiental para os jovens também”, relata Pedro sobre seu envolvimento com o Instituto Limpa Brasil.
Com as mobilizações realizadas, Pedro se tornou presidente nacional do Jovens Que Limpam em 2021 e continuou seu trabalho em outras instituições. A atual embaixadora do programa “Meu Futuro Minha Voz”, Maria Vitória Brilhante, conhecida como Mavi, é uma das adolescentes engajadas na causa ambiental. A ativista foi convidada oficialmente pelo Governo Federal para o Fórum da Juventude do Conselho Econômico e Social das Nações Unidades, que acontecerá entre os dias 14 e 16 de abril, em Nova York.
Como fazer parte
Para fazer parte do programa Meu Futuro Minha Voz do Instituto Limpa Brasil, inscreva-se no site oficial limpabrasil.org para atuar como brigadista climático (jovens a partir de 12 anos) ou líder local. O programa conecta voluntários para ações ambientais e o Dia Mundial da Limpeza.
Inscreva-se aqui: limpabrasil.org

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